Seletividade Alimentar

Seletividade Alimentar
17 de março de 2017

A seletividade alimentar é caracterizada por desinteresse por alimentos, recusa alimentar – total ou parcial -, e, pouco apetite. É um comportamento peculiar da fase pré-escolar e pode acentuar-se e permanecer até a adolescência e a fase adulta. Estima-se que a seletividade é mais frequente em crianças de 4 a 24 meses – 19% a 50% dos casos -, nas percepções e relatos de pais e cuidadores. Quando a rejeição aos alimentos afeta a saúde, o crescimento, o desenvolvimento e o comportamento da criança, resulta em sérios problemas.

Em um estudo da Universidade Duke, nos Estados Unidos, os autores relacionaram níveis moderados e graves de seletividade alimentar a distúrbios psiquiátricos - ansiedade, depressão, déficit de atenção/hiperatividade. Ao analisar 917 crianças entre 2 e 6 anos, a equipe da Nancy Zucker observou que as mais exigentes à mesa tinham um risco duas vezes maior de apresentar sintomas de ansiedade e depressão. O resultado mostra que, se a criança apresenta comportamentos alimentares restritivos, os pais devem buscar ajuda de um profissional especializado.

 Divisão de responsabilidade - os pais são os responsáveis por decidir qual tipo de alimento servirá, a que horas, e a maneira de oferta. Já a criança, é responsável por decidir comer ou não, e o quanto comer.

 

Referência:
Nancy Zucker, William Copeland, Lauren Franz, Kimberly Carpenter, Lori Keeling, Adrian Angold, Helen Egger. Psychological and Psychosocial Impairment in Preschoolers With Selective Eating. Pediatrics.  2015 Sep; 136(3): e582–e590. (free)

 

Postado em Dificuldades Alimentares por Aby Tosatti | Tags: