Ingestão de bebidas contendo açúcar durante a gravidez e composição corporal dos filhos durante a infância.

10 de julho de 2017

Por Abykeyla Mellisse Tosatti/para Nutrociência

O consumo exagerado de bebidas contendo açúcar já está associado ao aumento do risco de obesidade em qualquer etapa da vida; no entanto, não está esclarecido se o consumo dessas bebidas durante a gravidez pode oferecer alguma consequência ao bebê. Para esclarecer essa questão, o Grupo de Estudo Geração R, na Holanda, conseguiu especular qual seria o impacto do consumo de bebidas açucaradas – sucos de fruta, refrigerantes e sucos concentrados -, durante a gravidez, no índice de massa corporal (IMC) e no índice de massa de gordura da criança. E, acredite, o estudo sugere que a ingestão de bebidas açucaradas durante a gravidez está associado ao aumento do IMC e da massa de gordura nas crianças durante a primeira infância.

Vincent Jen e sua equipe recrutaram 3312 pares mãe-filho do Grupo de Estudo Geração R, uma coorte prospectiva da vida fetal. A ingestão do alimento foi avaliada no primeiro trimestre (com questionário de frequência alimentar) e os dados antropométricos das crianças foram coletados aos 6 anos de idade (IMC e índice de massa de gordura). “A ingestão de bebidas açucaradas durante a gravidez foi associada ao aumento do IMC da criança aos 6 anos de idade”, concluem os a

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10 de julho de 2017

Por Abykeyla Mellisse Tosatti/para Nutrociência

Quanto mais tempo as crianças com idades entre seis meses e dois anos passarem usando dispositivos portáteis, como smartphones, tablets e jogos eletrônicos, mais provável que eles sofram com atrasos de fala.

Um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, chegou a resultados interessantes sobre o tempo de uso de aparelhos portáteis relacionado ao atraso na linguagem. Segundo os autores da pesquisa, o convívio diário das crianças com as “telas de mão” (tablets e celulares)  – por, pelo menos, 30 minutos diários – aumenta o risco de atraso na fala em 49%. A conclusão surge após a avaliação de mais de 1000 crianças (com idade entre seis meses e dois anos) - 20% delas usavam estes dispositivos por, em média, 28 minutos, de acordo com os seus pais. Após os participantes completarem o primeiro ano e meio de vida, passaram por novas avaliações para que os autores relacionassem o uso de dispositivos portáteis com a capacidade de se expressar verbalmente.

Por outro lado, o grupo de Catherine Birken não encontrou nenhuma ligação aparente entre o tempo usando dispositivo portátil e outros atrasos, como interação social, ou mesmo linguagem corporal ou gestos. Porém, pa

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10 de julho de 2017

Por Abykeyla Mellisse Tosatti/para Nutrociência

Um estudo liderado por Kirk Shelley, do Instituto do Coração do Centro Médico do Hospital Infantil Cincinnati, nos Estados Unidos, aponta que os comportamentos alimentares melhoram significativamente com mudanças na alimentação logo nos primeiros três meses da intervenção. Para chegar a essa conclusão, a equipe de Shelley cruzou informações sobre como dietas podem afetar o hábito alimentar de 102 crianças obesas, com idade entre 7 e 12 anos. As crianças foram distribuídas aleatoriamente em três grupos, para uma intervenção de 12 meses: grupo da dieta de baixo teor de carboidratos – as chamadas low-carbs (LC) –, grupo da dieta com redução da carga glicêmica (RCG) e o grupo da dieta padrão. “Todas as crianças dos três grupos, apresentaram aumento da restrição alimentar cognitiva, e diminuição da fome e da desinibição (perda de controle) durante os primeiros três meses”, concluem os autores. Em suma, é importante ter cuidado redobrado com a alimentação infantil, sabendo que a criança necessita de alimentação equilibrada e saudável para suprir suas necessidades nutricionais diarias e manter seu peso adequado.

Referência: Kirk Shelley, Woo Jessica G, Brehm Bonnie, Daniels Stephen R, Saelens Brian

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28 de junho de 2017

Por Abykeyla Mellisse Tosatti

Frutas e legumes são fundamentais para uma alimentação saudável, contudo, seus benefícios vão além da saúde física. Um estudo da  Universidade de Otago, na Nova Zelândia, mostrou que acrescentar diariamente mais frutas e vegetais às refeições, pode melhorar o bem-estar psicológico em menos de 2 semanas. Os autores recrutaram 171 estudantes (67% mulheres, entre 18 e 25 anos), que foram divididos em três grupos. Os participantes do grupo 1 mantiveram seus padrões habituais de alimentação; os do grupo 2 recebiam lembretes via mensagem de texto como incentivo para consumir mais frutas e legumes, e também ganharam um voucher para comprar esses alimentos; os do grupo 3 receberam duas porções diárias adicionais de frutas, verdura e legumes – incluindo cenouras, kiwis, maçã, laranja - para consumir junto com suas dietas normais. No início e no final do estudo, os participantes foram submetidos a avaliações psicológicas que avaliaram humor, vitalidade, motivação, sintomas de depressão e ​ansiedade, e outros determinantes da ​saúde mental e de bem-estar. Em apenas 14 dias, os autores notaram que apenas os integrantes contemplados com o kit de frutas, verduras e legumes (FVL) comeram 3,7 porções desses itens e demonstraram maior vitalidade e motivação, enquanto os integrantes dos

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