Doença Celíaca e Anorexia Nervosa: existe ligação?

18 de maio de 2017
Por Abykeyla Mellisse Tosatti
A doença celíaca (DC) é uma doença inflamatória em que a ingestão de glúten provoca atrofia das vilosidades do intestino delgado - o tratamento consiste em uma alimentação livre de glúten ao longo da vida; a doença é mais prevalente em mulheres e os sintomas incluem queixas gastrointestinais, perda de apetite, fadiga e, em crianças, a atrofia do crescimento e atraso puberal. Já a anorexia nervosa (AN) é um distúrbio alimentar psiquiátrico, associado ao baixo peso - medo exacerbado de ganhar de peso, causando distorção da imagem corporal.
Mas será que existe relação entre anorexia nervosa e doença celíaca? Para testar essa possível associação, a equipe de Karl Mårild conduziu um estudo envolvendo 17.959 mulheres com doença celíaca (idade média no momento do diagnóstico: 28 anos) e 89.379 em um grupo controle, entre os anos de 1987 e 2009. O estudo mostrou que as mulheres com diagnóstico de Doença Celíaca, comprovado por biopsia, estavam mais propensas a apresentarem anorexia nervosa qu

Postado em Saúde e Nutrição por Aby Tosatti | Tags: , ,
18 de maio de 2017
Por Abykeyla Mellisse Tosatti
Um estudo da Universidade de Adelaine, no Sul da Austrália, avaliou o consumo de cafeína a partir de algumas fontes alimentares e sua relação entre consumo, sono e comportamento em 309 crianças australianas, com idade entre 8 e 12 anos. A avaliação publicada pelo Journal of Clinical Sleep Medicine, mostrou que, em média, os pequenos consumiam até 151mg/dia de cafeína e suas principais fontes foram provenientes do café, chá (41%) e refrigerante (40%), que resultam em um grande problema nessa faixa etária: cansaço pela manhã, sono agitado, interrupção do ciclo do sono e problemas comportamentais. "O consumo de cafeína mostrou um importante efeito no comportamento e na qualidade do sono", concluem os autores. "O efeito no comportamento tem relação com as noites mal dor
Postado em Saúde e Nutrição por Aby Tosatti | Tags:
16 de maio de 2017

Por Abykeyla Mellisse Tosatti

Crianças que presenciaram a morte de um irmão, tiveram um risco 71% maior para todas as causas de mortalidade, na idade adulta.

O aumento do risco de mortalidade tem sido associado a uma traumática perda de um membro da família; contudo, ainda era desconhecido se existia uma associação entre a perda de um irmão na infância e mortalidade nessa população.

Para esclarecer essa questão, um estudo publicado no periódico JAMA Pediatrics, analisou dados nacionais de saúde de mais de 5 milhões de crianças da Dinamarca e da Suécia, nascidos entre 1973 e 2009, onde compararam todas as causas de óbitos - tipos específicos (doenças vs. causas externas). Yongfu Yu e seu grupo, concluíram que o luto na infância, por causa da morte de um irmão, foi associado com um risco aumentado de mortalidade a curto e longo prazo. “Os maiores riscos de mortalidade foram encontrados no primeiro ano após a morte do irmão e entre irmãos do mesmo sexo e/ou com idades próximas”, esclarecem os autores.

 Os profissionais de saúde devem estar cientes da vulnerabilidade da criança após o trauma, especialmente para irmãos de mesma idade ou mesmo sexo. O apoio da assistência social e de saúde podem ajudar a minimizar os poten

Postado em Saúde e Nutrição por Aby Tosatti | Tags:
16 de maio de 2017

Por Abykeyla Mellisse Tosatti

 Uma  pesquisa australiana mostrou que metade dos participantes que relataram episódios de compulsão alimentar semanais ou duas vezes por semana não apresentaram nenhum sofrimento associado a esse comportamento.

O transtorno de compulsão alimentar, recém-definido no DSM-5, é caracterizado pela necessidade de comer mesmo não estando com fome, ou por continuar comendo já estando satisfeito. Uma enorme quantidade de alimentos é ingerida rapidamente, na maioria das vezes às escondidas, sem a prática de métodos compensatórios, e com consequente aumento de peso. Os episódios não visam apenas saciar uma fome exagerada, mas muitas vezes compensar um estado emocional alterado, causando assim a perda de controle. Os aspectos mais importantes para se identificar o distúrbio são: a ocorrência de compulsões (binge eating), no mínimo, duas vezes por semana durante seis meses. e a sensação de descontrole acompanhada por sentimento de culpa, incapacidade, tristeza, vergonha, desgosto e/ou depressãoA prevalência do transtorno de compulsão alimentar vem aumentando nos últimos anos, assim como as taxas de obesidade.

Um estudo da Universidade de Western Sydney, na Austrália, avaliou,

Postado em Saúde e Nutrição por Aby Tosatti | Tags: