Leite. Devemos excluí-lo da dieta?

24 de março de 2016

O leite é o primeiro alimento consumido pelo homem e deve ser consumido com exclusividade até os 6 meses de idade, segundo a Organização Mundial da Saúde (1). Porém, muitos acreditam que o leite deve ser só o primeiro alimento, sendo consumido durante a fase de amamentação e não devendo mais fazer parte da dieta após esta fase.

A espécie humana é a única na natureza que teve a capacidade de desenvolver a pecuária, entre outras atividades para garantir sua sobrevivência. Além disto, é a espécie com o maior grau de desenvolvimento e inteligência da natureza, o que pode ser devido diversidade de sua dieta... Estes fatos já nos levam a refletir sobre o assunto com mais cuidado.

A seguir, vamos conhecer um pouco mais sobre a importância do leite e suas propriedades nutricionais, entendendo que os alimentos lácteos devem fazer parte de uma alimentação equilibrada durante toda a vida.

O leite de vaca tem composição nutricional que pode variar de acordo com a raça do animal, a alimentação, o tempo de gestação, a estação do ano, os intervalos entre as ordenhas, entre outros fatores. O leite de vaca é composto, em média, por água (87,5%), gordura (3,6%), proteínas (3,6%), lactose (4,5%), sais minerais (0,8%) (

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16 de março de 2016

Os especialistas não têm mais dúvidas de que se trata de um problema que necessita de uma abordagem multifatorial

Por Thais Szegö/Text4You, para Nutrociência

       Um consenso publicado no início deste ano no periódico The Lancet reforçou a importância de tratar os vários níveis de excesso de peso com uma visão integral do quadro, que deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, nutricionistas, educadores físicos e psicólogos, entre outros. A terapêutica envolve mudança de estilo de vida e de hábitos ligados a uma dieta de alta qualidade que deve ser combinada com a prática de exercícios físicos prescritos por um profissional com a indicação do tipo, da frequência, da intensidade e do tempo e deve consistir no mínimo de 150 minutos de atividades moderadas semanais. No caso dos pacientes que não conseguem bons resultados apenas com esses fatores, medicamentos podem entrar em cena, mas sempre com a indicação e o acompanhamento de perto de um médico. E quando houver a falha repetida das terapias comportamentais e medicamentosas e haja indicação adequada, a cirurgia bariátrica pode ser considerada.

        Todos esses itens devem ser encarados com muita seriedad

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9 de março de 2016

Por Abykeyla Mellisse Tosatti/para Nutrociência

O índice de mortalidade por doença cardiovascular vem aumentando na América Latina. No entanto, os dados de base populacional sobre fatores de risco para doenças cardiovasculares são escassos nos países do Sul da America Latina. Um estudo publicado no International Journal of Cardiology avaliou 7524 homens e mulheres, com idades entre 35 a 74 anos. Os participantes foram recrutados entre fevereiro de 2010 a dezembro de 2011 a partir de amostras selecionadas aleatoriamente em 4 cidades (Argentina (Bariloche e Marcos Paz), Chile (Temuco), Uruguai (Pando, Barros Blancos) no Sul da América Latina.

Os resultados demonstraram que aproximadamente 85,5% dos adultos comiam menos de cinco porções de frutas ou legumes por dia, 35,2% envolvidos em baixa atividade física e 29,7% eram fumantes. A prevalência de obesidade, obesidade central, hipertensão, doença renal crônica, dislipidemia, diabetes e síndrome metabólica foram 35,7%, 52,9%, 40,8%, 2,0%, 58,4%, 12,4% e 37,4%, respectivamente. A proporção de indivíduos com ≥ 3 fatores de risco cardiovascular, incluindo a baixa ingestão de frutas e legumes, baixa atividade física, tabagismo, obesidade ou obesidade central, hipertensão, doença renal crônica, dislipidemia e diabetes, foi de 68,

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1 de março de 2016

Abykeyla Mellisse Tosatti/para Nutrociência

A alta prevalência da obesidade infantil é um problema global de saúde. A obesidade em crianças e adolescentes pode resultar em doenças crônicas como: hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes tipo 2, hiperinsulinemia e doenças cardiovasculares (DCV) aumentando o risco de morte na fase adulta, levando a preocupações para a saúde pública. O consumo diário de produtos lácteos pode promover um efeito protetor na prevenção do desenvolvimento problemas cardiovasculares, mas há ainda escassa evidências cientificas em crianças e adolescentes. Um estudo publicado na revista Nutrition Reviews investigou a relação entre o consumo de produtos lácteos e os fatores de risco de DCV em uma amostra de adolescentes (com idades entre 12.5 - 17.5 anos) em 8 cidades europeias. No geral, o maior consumo de produtos lácteos entre os adolescentes  mostrou associação com  baixo risco de Doenças Cardiovasculares. O consumo elevado de leite, iogurte, bebidas lácteas e bebidas com base de iogurte, foi associado com menor gordura corporal, menor risco para DCV, e maior aptidão cardiorrespiratória.

  Referência; Moreno LA

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