Gravidas, lactantes e crianças: podem ou não seguir a dieta vegana?

22 de agosto de 2017

Por Abykeyla Mellisse Tosatti/ para Nutrociência

Em 2016, duas organizações profissionais, a Academia de Nutrição e Dietética (AND) e a Sociedade Alemã de Nutrição (DGE), emitiram notas e declarações conflitantes sobre a dieta vegana. De acordo com a Academia de Nutrição e Dietética, as dietas veganas (não se consome carne ou qualquer alimento de origem animal; alimentação, vestuário, espetáculos ou qualquer outro tipo de atividade que envolva sofrimento animal são excluídos), lacto-vegetarianas (não se consome nenhum tipo de carne e excluem também os ovos da dieta) e lacto-ovo-vegetarianas (não se consome nenhum tipo de carne, frango, peixe ou frutos do mar, mas consome laticínios e ovos), quando bem planejadas, são dietas saudáveis, nutricionalmente adequadas, podendo oferecer benefícios para a saúde e até prevenção/tratamento de certas doenças, sendo assim, elas são apropriadas para todas as fases do ciclo de vida, incluindo durante a gravidez e o aleitamento. No entanto, apenas alguns meses antes, a Sociedade Alemã de Nutrição afirmou que mantendo uma dieta exclusivamente base de plantas, é difícil ou impossível obter fornecimento adequado de alguns nutrientes, como vitamina B12, riboflavina e vitamina D, minerais (cálcio, ferro, io

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22 de agosto de 2017

 Por Abykeyla Mellisse Tosatti/para Nutrociencia 

Um estudo publicado no Journal of American College of Cardiology,  mostrou que excluir alimentos de origem animal do cardápio – dieta vegetariana –, não é sinônimo de alimentação saudável. De acordo com Ambika Satija, uma das responsáveis pelo estudo, o problema é o que entra no prato para substituir a carne. Para o estudo, foram recrutados mais de 210 mil pessoas, com idade entre 25 e 75 anos, entre os anos de 1984 e 2012, todos sem histórico de doenças cardiovasculares e diabetes. Os autores divi

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10 de julho de 2017

Por Abykeyla Mellisse Tosatti/para Nutrociência

O consumo exagerado de bebidas contendo açúcar já está associado ao aumento do risco de obesidade em qualquer etapa da vida; no entanto, não está esclarecido se o consumo dessas bebidas durante a gravidez pode oferecer alguma consequência ao bebê. Para esclarecer essa questão, o Grupo de Estudo Geração R, na Holanda, conseguiu especular qual seria o impacto do consumo de bebidas açucaradas – sucos de fruta, refrigerantes e sucos concentrados -, durante a gravidez, no índice de massa corporal (IMC) e no índice de massa de gordura da criança. E, acredite, o estudo sugere que a ingestão de bebidas açucaradas durante a gravidez está associado ao aumento do IMC e da massa de gordura nas crianças durante a primeira infância.

Vincent Jen e sua equipe recrutaram 3312 pares mãe-filho do Grupo de Estudo Geração R, uma coorte prospectiva da vida fetal. A ingestão do alimento foi avaliada no primeiro trimestre (com questionário de frequência alimentar) e os dados antropométricos das crianças foram coletados aos 6 anos de idade (IMC e índice de massa de gordura). “A ingestão de bebidas açucaradas durante a gravidez foi associada ao aumento do IMC da criança aos 6 anos de idade”, concluem os a

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10 de julho de 2017

Por Abykeyla Mellisse Tosatti/para Nutrociência

Quanto mais tempo as crianças com idades entre seis meses e dois anos passarem usando dispositivos portáteis, como smartphones, tablets e jogos eletrônicos, mais provável que eles sofram com atrasos de fala.

Um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, chegou a resultados interessantes sobre o tempo de uso de aparelhos portáteis relacionado ao atraso na linguagem. Segundo os autores da pesquisa, o convívio diário das crianças com as “telas de mão” (tablets e celulares)  – por, pelo menos, 30 minutos diários – aumenta o risco de atraso na fala em 49%. A conclusão surge após a avaliação de mais de 1000 crianças (com idade entre seis meses e dois anos) - 20% delas usavam estes dispositivos por, em média, 28 minutos, de acordo com os seus pais. Após os participantes completarem o primeiro ano e meio de vida, passaram por novas avaliações para que os autores relacionassem o uso de dispositivos portáteis com a capacidade de se expressar verbalmente.

Por outro lado, o grupo de Catherine Birken não encontrou nenhuma ligação aparente entre o tempo usando dispositivo portátil e outros atrasos, como interação social, ou mesmo linguagem corporal ou gestos. Porém, pa

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